Tudo

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O textos sagrados são imprecisos. Antes de criar o céu, antes de criar a Terra, antes mesmo de criar a luz, Deus criou… a música – pois que foi inspirado por ela que depois Ele fez tudo tão belo (a parte feia normalmente é feito nosso).

Ele criou os sons, as notas que os representam, a infinitude das melodias. Depois, por uma questão prática, criou para si uma partitura – a primeira de todas – registrou tudo nela e a pôs no bolso de sua túnica. Os homens só viriam a descobrir o que é uma partitura muitos bilhões de anos depois (e por inspiração divina).

Então, o Criador mandou o Cosmos tocar música, pois que ela já havia sido criada, e foi se ocupar, feliz, das outras coisas. Uns dias depois (menos de 7), quando criava a Terra, Ele se atrapalhou com uma das mãos (muito grandes, as mãos dele) e quase derrubou no pequeno planeta a divina partitura. Mesmo sem cair ao solo, ela derramou, na Terra, uma nota – pois que naquele tempo partitura e nota não eram coisas, não eram nem papel nem tinta, mas, simplesmente, conceitos.

E Deus primeiro pensou em resgatá-la, mas depois até que gostou do imprevisto, muito raro para quem é onisciente. Então, deixou que aquela primeira nota pairasse na Terra, para ver no que dava. Ela ficou a vagar bilhões de anos, passou pela fase incandescente, pelas eras dos dinossauros, por toda a evolução das espécies, tudo sob o olho, enorme, do primeiro autor de todos.

Mesmo depois que apareceu o ser humano, aquela nota continuou a flutuar por um período. Isso tudo levou muito, muito tempo. Afinal, aquela nota era uma ideia, e portanto podia ser sem fim.

Um dia, sem nenhuma explicação, como acontece muito com as coisas divinas, aquela nota se fundiu à curiosidade e ao  encantamento dos seres humanos com as infinitas possibilidades de sensações e emoções do ato da viver. E como aquela nota vinha direto do Divino, quando ocorreu o contato com o humano ela se desdobrou naturalmente nas outras notas, suas irmãs, que já haviam sido criadas por Ele no princípio.

E foi assim que descobrimos a música.

Essa combinação meio mágica de coisas, essa energia meio da Terra, meio do universo, fez sucesso sobre o pequeno planeta. De alguma forma, e contra muitas forças, fez dele um lugar um pouco melhor.

E Deus gostou do resultado da experiência, Ele ficou olhando lá de cima, todo sorridente e orgulhoso do seu feito, de como sua ideia, seu conceito, deu bons frutos.

Embora muitos pensem que Ele é muito severo, foi também Ele que fez o humor e a alegria, e é por isso que Ele vibra quando a gente, aqui embaixo, se emociona ao som de uma canção ou melodia.

Dizem que Ele fala grego ou latim, mas não é verdade, Ele fala uma língua que ninguém sabe qual é, mas todo mundo entende, mas se Ele falasse português provavelmente diria a todos: “dancem”.

Talvez ele já tenha até dito. Não exatamente em português, mas naquela divina língua universal que cada hora, aqui na Terra, é traduzida num idioma diferente.

Porque num evangelho apócrifo, não oficialmente autorizado, mas bendito, há um trecho que diz assim:

- “Eu sou o Verbo, que dançando e brincando fez todas as coisas. Quem não dançar não conhecerá nada do que está sendo feito.”

Não parece um pensamento vindo, diretamente, do mesmo Criador que fez a música?

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Nota – Versão modificada de artigo originalmente publicado neste blog inspirado por, e dedicado a, Cyndi Lauper.

 

Quem sou eu

E eis que o jovem publicitário, vocação descoberta aos 16, confirmada na faculdade e desenvolvida desde então, descobriu-se também… redator.

A fluência com que as palavras vinham só precisava ser moldada pela criatividade, cuidadosamente cultivada, e pela elaboração trazida pela experiência de vida, única, insubstituível. Assim se fez.  [ continua ]

Brilhar

Brilhe. Eu te apoio.

Não tente me afastar.

Eu simplesmente vou ficar.

Pode brilhar.

[ continua ]

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Intervalo

Caro leitor, este blog ficará alguns dias – talvez algumas semanas – de férias. Convido-o a, enquanto isso, ler os posts do acervo. São mais de 400. Volto assim que puder. Grato pela compreensão.

Sim, mas o que é o resultado?

É a grana na conta, sem nenhuma realização durante o processo?

É o gol marcado, sem nenhuma beleza nem graça no jogo? [ continua ]

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Esqueça a baboseira da independência total e do não precisar de ninguém. É tolice desumanizante. E esqueça a suposta relação entre individualização (individuação?) e frieza, distância, invulnerabilidade afetiva – a negação do outro. [ continua ]

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Ingrid Guimarães, a faminta, reduz a riqueza, a espetacularidade e até a saudável superficialidade do cinema com sua frivolidade de engraçadinha-por-obrigação. [ continua ]

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Entre a separação de seu primeiro marido e seu amor seguinte, Daniela Mercury parecia muito mais sexy que o usual em um videoclipe, nos anos 90. Sempre pensei que era alta disponibilidade afetiva. Senti encanto. [ continua ]

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Ambos

Raivosos da direita e da esquerda se julgam, ambos, do “lado do bem”, defensores da verdade, heróis democráticos contra “os tiranos do lado de lá”. Conheço, de perto e de leitura, gente que pertence a esses tristes, desgastados e desgastantes dois grupos (ultrapassados talvez como nomenclatura, mas não como veneno d’alma). [ continua ]

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Por mais incrível que pareça e desconfortável que seja, a conexão humana se dá, primeiramente, de forma não-verbal.

É um fato, não uma teoria. [ continua ]

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