Tudo

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Quem sou eu

E eis que o jovem publicitário, vocação descoberta aos 16, confirmada na faculdade e desenvolvida desde então, descobriu-se também… redator.

A fluência com que as palavras vinham só precisava ser moldada pela criatividade, cuidadosamente cultivada, e pela elaboração trazida pela experiência de vida, única, insubstituível. Assim se fez.

E quando o jovem mas já maduro redator abria ainda seu espaço na profissão, foi capturado pela convicção daquele velhinho algo ácido que sempre aparecia na televisão. Como era incisivo! Como era lúcido! Como era sábio! Foi se tornando irresistível.

E deu-se que o jovem publicitário buscou o velho sábio, e tanto percebeu-o jovem como descobriu-se velho frente a ele. Tratou de rejuvenescer. Pelos livros, todos. Em consultas, muitas. Como secretário, um tempo. Como colaborador, quando convocado. Como aluno, para sempre. E como amigo, enquanto a vida permitiu. Ela permitiu 15 anos

Foram muitas e muitas conversas, abraços, sorrisos, olhares, conselhos e até críticas – das duas partes! – em uma relação cúmplice de apreciação mútua que deu a ambos o prazer da troca viva, da coinfluência assumida, do vínculo afetivo sem medo. O sábio via no aprendiz suas ideias aplicadas, vividas na juventude. E o aprendiz, bem, o aprendiz tornou-se amigo de seu mestre! Sentiu-se respeitado e admirado por ele.

Quando o aprendiz se fez professor, fosse do que fosse a aula, o mestre estava lá, assimilado nele. E em seu olhar para o outro. E em cada gesto. E em cada toque. E em cada texto. E em cada amor. Em toda relação. Mas longe de ser uma cópia: era o resultado de uma inspiração. Filho de espírito.

Um dia o mestre se foi, como desejara: dormindo. Como era jovem, foi cedo (mas sempre seria cedo para quem aqui ficou). E o aprendiz, respeitadas as diferenças, se viu mestre. Tornara-se uma espécie de curador, não o único, mas considerável, de um legado precioso.

O agora recém-mestre – portanto eterno aprendiz – seguiu o caminho do aperfeiçoamento. Estudou as expressões cientificamente. Refinou-se em conhecimento, percepção e contato, e especializou-se até mesmo nas interações que o evitam – as digitais. Sempre foi, afinal, um comunicador atuante, que se fez terapeuta. Corporal. Hoje, tudo se une numa coisa só.

O eterno aprendiz sou eu, Gustavo Barakat, e o mestre, meu mestre, é José Angelo Gaiarsa. Que sorte a minha.

 

Brilhar

Brilhe. Eu te apoio.

Não tente me afastar.

Eu simplesmente vou ficar.

Pode brilhar.

[ continua ]

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Intervalo

Caro leitor, este blog ficará alguns dias – talvez algumas semanas – de férias. Convido-o a, enquanto isso, ler os posts do acervo. São mais de 400. Volto assim que puder. Grato pela compreensão.

Sim, mas o que é o resultado?

É a grana na conta, sem nenhuma realização durante o processo?

É o gol marcado, sem nenhuma beleza nem graça no jogo? [ continua ]

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Esqueça a baboseira da independência total e do não precisar de ninguém. É tolice desumanizante. E esqueça a suposta relação entre individualização (individuação?) e frieza, distância, invulnerabilidade afetiva – a negação do outro. [ continua ]

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Ingrid Guimarães, a faminta, reduz a riqueza, a espetacularidade e até a saudável superficialidade do cinema com sua frivolidade de engraçadinha-por-obrigação. [ continua ]

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Entre a separação de seu primeiro marido e seu amor seguinte, Daniela Mercury parecia muito mais sexy que o usual em um videoclipe, nos anos 90. Sempre pensei que era alta disponibilidade afetiva. Senti encanto. [ continua ]

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Ambos

Raivosos da direita e da esquerda se julgam, ambos, do “lado do bem”, defensores da verdade, heróis democráticos contra “os tiranos do lado de lá”. Conheço, de perto e de leitura, gente que pertence a esses tristes, desgastados e desgastantes dois grupos (ultrapassados talvez como nomenclatura, mas não como veneno d’alma). [ continua ]

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Por mais incrível que pareça e desconfortável que seja, a conexão humana se dá, primeiramente, de forma não-verbal.

É um fato, não uma teoria. [ continua ]

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Lilian altera drama e pouco caso, enfastio, Cristina cultiva fantasias ingênuas, Ana chove no molhado com jeito de madame e Cristiana quase não se compromete para não se queimar com suas fontes. Ninguém espera ninguém fechar um raciocínio e os elogios rasgados de José são sexistas ao contrário (homem não é tão bom…). [ continua ]

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