Não aprendi nada

Ouvi 2/3 (o máximo que consegui) de um podcast com a CEO e sócia de uma grande agência brasileira, vinculada a uma rede multinacional.

Depois de muitos “KPIs”, “relevâncias”, “performances”, “dados”, “business intelligences”, “visões estratégicas” e coisas “assertivas” (com este último adjetivo usado, aposto, como se significasse – acredite! – maior índice de acerto), fiz uma não tão surpreendente, mas ainda assim terrível descoberta: não aprendi nada.

Mas, claro, eu sou uma amostra contaminada.

Meus 30 anos bem-sucedidos e bem vividos na profissão certamente me desqualificam para avaliar algo tão super-mega-blaster-hiper-avançado quanto coisas antigas, meramente renomeadas, sendo apresentadas como grandes descobertas, ou a utilização de manjadíssimas quantificações algorítmicas como norte confiabilíssimo para o sucesso.

Talvez eu esteja ficando velho.

Mas talvez o novo, novo mesmo, seja eu…

 

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