Meninas em comadres

Lilian altera drama e pouco caso, enfastio, Cristina cultiva fantasias ingênuas, Ana chove no molhado com jeito de madame e Cristiana quase não se compromete para não se queimar com suas fontes. Ninguém espera ninguém fechar um raciocínio e os elogios rasgados de José são sexistas ao contrário (homem não é tão bom…).

Os tempos de papos esclarecedores e inteligentes ficaram para trás, agora são gralhas se atropelando e fazendo e rindo de piadas sem graça, com pensamentos, falas e jeitos de dondoca. Formou-se uma irritante nuvem de ruído, que nubla ou afugenta, em vez de interessar.

Nesta balbúrdia comadriana, neste chabu-televisivo-programático que dá dó pelo desperdício de tempo e de audiência, de energia e de influência, faz-se, vê-se, sente-se, lastima-se o vazio.

O vazio de Lucia, lúcida. Que tremenda falta ela faz lá.

Tags: , , , , , ,

Reply

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>