Desabafo cinéfilo

Ingrid Guimarães, a faminta, reduz a riqueza, a espetacularidade e até a saudável superficialidade do cinema com sua frivolidade de engraçadinha-por-obrigação.

Diga se não é frívolo, sem falar de ilógico, dizer que “não perde um chamadão da Globo”, recurso propagandístico grandiloquente mais que manjado – e que o espectador nunca sabe quando vai ao ar.

E diga se não é fazer graça na marra chamar um filme de super-herói (por pior que seja) de “filme de bofe”, entre outras piadinhas pobres de imaginação.

E diga se não dá “vergonha alheia” fazer de conta, com a maior cara de falsa modéstia, com tons de deboche, que o filme estrelado por si mesma estava lá “de surpresa”.

Diga se anunciar cinema desse jeito não é apequenar a sétima arte, mesmo num canal aberto. Diga se não dá raiva. Diga se não dá tristeza. Diga se não dá desespero. Argh!

O único possível álibi da moça é alguém ter idealizado e escrito aquilo para ela. E, quer saber, mesmo assim… Tê-lo estrelado não a torna cúmplice?

Isso não é uma espécide de… cineatentado?

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