Abujamra diz: sem bullying

Li na Folha de São Paulo que o divertidíssimo André Abujamra fez uma espécie de exigência para estar à frente da banda que acompanha o novo “Agora É Tarde”, comandado pelo indeglutível Rafinha Bastos: não virar alvo de bullying.

“Me incomoda muito e está muito em voga hoje um cinismo, as pessoas ficam se tratando mal”, disse o cantor-ator-performático.

E não é que numa frase, numa declaração de passagem, o talentoso Abujamra sintetiza um sentimento difuso e incômodo que me raspa por dentro já faz um tempo?

A minha repulsa a um tom depreciativo-crônico, superior-sarcástico (ao qual o antigo titular do programa era intensamente dedicado), uma coisa deselegante e insolente, talvez não mais que maus tratos e maus modos despejados sem consciência sobre qualquer um e todo mundo, sob a frágil justificativa de que “se é humor tudo bem” – uma espécie de novo dogma.

A minha rejeição visceral ao desprezo por qualquer sentimento humano de quem é não legitimamente satirizado, mas covardemente ridicularizado, atitude irresponsável que faz tão mal à causa da liberdade expressão.

Segundo o próprio Abujamra, na mesma matéria, Rafinha Bastos atendeu e está sendo “gentilíssimo”.

Quem diria que alguém como ele seria capaz disso?

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