Cyn, única

Quando a complicação dos afetos me abate, busco muitas vezes a pureza de minha Cyn.

Porque ali há mais que música, mais que talento, mais que carisma. Ali há uma coisa que eu enxergo há muito tempo, mas que é difícil pôr em palavras. Algumas dezenas de posts depois, frequentemente tenho a sensação de que só arranhei a superfície.

Em Cyn existe, eu acredito – eu percebo – uma sinceridade emocional própria de sua natureza, e para além de seu controle, mas efusivamente assumida com convicção e destemor.

Esse ingrediente valioso dá origem à sua exuberância musical, mas a antecede. É algo que tem existência independente: estaria ali mesmo que Cyn não seguisse o caminho da canção.

Esse tipo de força d’alma, de sensor afetivo exacerbado, retroalimentado por quem dela se aproxima, e que devolve energia amorosa em belos exercícios de reciprocidade, é traço único de sua persona.

E assumir a própria unicidade, como se sabe – e eu já escrevi aqui – é talvez a própria essência de ser artista.

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