abril 2011

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A natureza estava revolta quando ela aterrissou nas ilhas. Ainda no ar, notícias fragmentadas sobre os fatos de alguma forma chegaram aos seus ouvidos. Mas não pareciam assim tão assustadoras. Não é o país acostumado a esses eventos? Até preparado? [ continua ]

Já deve ter acontecido com você. Na TV, no rádio, na Internet, uma pessoa dá uma entrevista e parece saber tudo que há pra se saber na área em que atua. A sua área. Ela parece um prodígio de informação, conhecimento e memória. E você fica se sentindo um burro. “Eu precisaria estudar muitos anos ainda ou investir muito dinheiro pra saber tudo isso. Nunca vou chegar lá!”. [ continua ]

Antes se folheava a Veja e era uma festa de bom gosto e inteligência. Anúncio atrás de anúncio, dos melhores, feitos pelos melhores. Títulos fortes, textos persuasivos, layouts magníficos. Era um tempo em que se contava que o consumidor tivesse um cérebro, uma vida e algumas preferências. E a vontade de vender não parecia um negócio ilícito. [ continua ]

Não se trata da notícia da morte do Mestre, doída no ar em outubro do ano passado. Nem de nenhuma reprise. Menos ainda de algum fenômeno, digamos, mediúnico. Mas certamente tem a ver com espírito, que – como o Mestre sempre dizia – quer dizer vento. [ continua ]

Quem por interesse próprio ou formação religiosa teve contato com o Antigo Testamento talvez se lembre da passagem (não, este não é um post religioso, prossiga lendo e você verá): quando Moisés sobe pela primeira vez ao Sinai, encontra uma “sarça ardente” que não se consome com o fogo. De alguma forma, este fenômeno indicaria que é o próprio Deus a falar com ele. E a voz divina manda que Moisés tire as sandálias, pois está pisando em solo sagrado. [ continua ]

Chega a ser meio engraçada a discussão, felizmente talvez já superada, sobre se a homossexualidade é opção ou orientação. Parece que a existência do fato é tão ameaçadora que é preciso uma espécie de fervor acadêmico ao defini-lo. Tem todo o jeito de uma forma camuflada de autoritarismo. Como se o gay precisasse de uma espécie de passe livre psicológico para ser o que é. [ continua ]

Fui secretário e amigo de Mestre Gaiarsa. Além de discípulo – que continuo sendo. Nos anos 90, quando ensaiava meus primeiros passos como colunista/cronista, criei e apresentei esse texto para ele. Ele gostou muito. Disse assim para mim: “Está toda aí a teoria!”. Bondade dele. Mas, claro, fiquei muito orgulhoso. Divido, então, com quem quiser me ler. [ continua ]

Premissa: sou usuário, simpatizante e até entusiasta de certos aspectos das redes sociais. Fato: fui ao seminário sobre o tema na ESPM. Algumas de minhas conclusões:

- Redes sociais são ótimas, mas vc não pode usar pra falar diretamente do produto, porque o pessoal não gosta; [ continua ]

My Cyn

Quando eu tinha 20, gostava de ser jovem. E tinha preconceito com os velhos velhos. Mas gostava dos velhos jovens (Mestre Gaiarsa incluído, 47 anos mais que eu). Agora que passei dos 40, gosto de ser quarentão. E tenho preconceito com os jovens velhos – sabichões, blasés, tecnobabadores deslumbrados – mas gosto dos jovens jovens: [ continua ]

First Cyn

A voz sem face, aguda, até estridente, no rádio, tinha algo de exótico. Injetava um sentimento difuso, impalpável, inefável – e ao mesmo tempo inconfundível. Uma espécie de estranheza atraente. Um bom humor otimista e brincalhão, sem ser fútil. A mais positiva irreverência. [ continua ]