Certos raciocínios de Mestre Gaiarsa são incontestáveis, outros passíveis de discussão bem fundamentada e muitos, claro, dependem de interpretação e percepção individual.

Por isso, pode-se escrever sobre o Mestre reproduzindo-lhe um pensamento, concordando ou discordando dele, desdobrando-o (e todas as outras formas que possibilitar o domínio de linguagem do comentarista e a profundidade da obra do comentado).

Muitas vezes, escrevo aqui coisas que Gaiarsa não falou diretamente, mas tangenciou ou deixou implícito. Outras, expresso pensamentos e visões pessoais que considero diretamente derivados de meu aprendizado com ele. Hoje acho que vou nessa linha.

Porque creio que Gaiarsa não falou exatamente isso, mas forneceu a essência do seguinte raciocínio…

… vivemos divididos entre segurança e transformação; segurança é conservadorismo, transformação é amor; só transformação, o tempo todo, nos faz sofrer com a ausência total de uma estabilidade da qual precisamos para experimentar tranquilidade; só segurança, o tempo todo, nos imobiliza, petrifica e insensibiliza, impedindo que nos ampliemos, floresçamos e experimentemos a vida em sua plenitude.

E uma das tarefas mais importantes e difíceis da vida é descobrir o quanto de segurança e de amor – de transformação! – se precisa, se deseja, se quer.

Por isso, nem todo conservadorismo é nocivo e nem todo amor é construtivo (claro que, aqui, a palavra “amor” é utilizada em só uma de suas acepções; afeto, parece, é sempre construtivo).

Guardadas as necessárias liberdades individuais (de escolha e de não escolha), tenho para mim que toda vez que alguém se agarra desesperadamente a hábitos (às vezes muito, muito ruins) que provocam sofrimento (às vezes muito, muito sofrimento) a humanidade perde parte do brilho que poderia ter.

Frequentemente, me questiono se esse exercício de liberdade individual não nos ameaça como espécie.

Posso estar equivocado, ou talvez sendo radical, mas sempre que vejo alguém se resignar a uma dor velha em vez de se ampliar frente a uma insegurança nova, penso que esta pessoa está trabalhando contra o amor. Talvez, plantando a própria infelicidade. Talvez, a minha.

E talvez a sua também.

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Nesse grande repercutidor de tendências que podem ser as redes sociais digitais, tem de tudo: de cachorros e gatinhos fofos, passando por comidas variadas e chegando até humor infame, superstição piegas e preconceito crasso. [ continua ]

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Não me intimido com as agências grandes. Nunca trabalhei numa delas porque não quis. Eu podia, mas a fogueira das vaidades excessivas e o esquema escravagista de exploração de mão de obra não me atraem. [ continua ]

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Mestre Gaiarsa falou uma vez na televisão sobre aquilo que ele chamava de contato vivo (não me lembro de ter lido o termo em nenhum de seus livros). No encontro amoroso – nos melhores exemplos – a fluência emocional dos enamorados é tanta [ continua ]

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Tive o desprazer de assistir a Homem de Ferro 3.

É preciso ter paciência para aguentar tudo aquilo. Todas aquelas explosões enfiadas no roteiro só para existir, apostando na infantilidade do público. [ continua ]

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Para um monte de gente, o sentido da vida é viver estudando. Não pelo prazer da descoberta, do conhecimento, mas pela suposta ascensão geométrica da renda [ continua ]

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Quando a complicação dos afetos me abate, busco muitas vezes a pureza de minha Cyn.

Porque ali há mais que música, mais que talento, mais que carisma. Ali há uma coisa que eu enxergo há muito tempo, mas que é difícil pôr em palavras. Algumas dezenas de posts depois, frequentemente tenho a sensação de que só arranhei a superfície. [ continua ]

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Quando um fera do planejamento, como Fernand Alphen, hoje na JWT – de cima de toda a estrutura e experiência de que dispõe – expressa um pensamento a que você tinha chegado atuando no médio mercado, é porque seu nível profissional anda bem. [ continua ]

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Calma aí

Caro leitor, este blog está tirando uns dias de folga, por motivos técnicos. Logo, voltamos à programação normal, com posts inéditos. Não deixe de vir aqui (tem vasto material em arquivo) e obrigado pela paciência.

Um envelhecido Guga Kuerten fala na TV sobre uma marca alimentícia. Não entendi a estratégia. [ continua ]

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