Ouvi 2/3 (o máximo que consegui) de um podcast com a CEO e sócia de uma grande agência brasileira, vinculada a uma rede multinacional.

Depois de muitos “KPIs”, “relevâncias”, “performances”, “dados”, “business intelligences”, “visões estratégicas” e coisas “assertivas” (com este último adjetivo usado, aposto, como se significasse – acredite! – maior índice de acerto), fiz uma não tão surpreendente, mas ainda assim terrível descoberta: não aprendi nada.

Mas, claro, eu sou uma amostra contaminada.

Meus 30 anos bem-sucedidos e bem vividos na profissão certamente me desqualificam para avaliar algo tão super-mega-blaster-hiper-avançado quanto coisas antigas, meramente renomeadas, sendo apresentadas como grandes descobertas, ou a utilização de manjadíssimas quantificações algorítmicas como norte confiabilíssimo para o sucesso.

Talvez eu esteja ficando velho.

Mas talvez o novo, novo mesmo, seja eu…

 

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Idólatras

Não vejo diferença significativa entre o cidadão que endeusa o camarada à esquerda e o camarada que endeusa o comandante à direita. Um passo a mais, ou nem isso, e os dois vão se trombar pelo avesso.

Não, o líder carismático não fez só coisas boas para o Brasil e pelos pobres, munido de uma santa intenção revolucionário-proletária de justiça social. Sabemos bem que líderes políticos raramente – quiçá nunca – são movidos por intenções puras. É ingenuidade acreditar nisso – mesmo que se acredite que o carismático foi um bom líder, o que é bem diferente de considerá-lo um santo.   [ continua ]

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O textos sagrados são imprecisos. Antes de criar o céu, antes de criar a Terra, antes mesmo de criar a luz, Deus criou… a música – pois que foi inspirado por ela que depois Ele fez tudo tão belo (a parte feia normalmente é feito nosso).

Ele criou os sons, as notas que os representam, a infinitude das melodias. Depois, por uma questão prática, criou para si uma partitura – a primeira de todas – registrou tudo nela e a pôs no bolso de sua túnica. Os homens só viriam a descobrir o que é uma partitura muitos bilhões de anos depois (e por inspiração divina).  [ continua ]

Quem sou eu

E eis que o jovem publicitário, vocação descoberta aos 16, confirmada na faculdade e desenvolvida desde então, descobriu-se também… redator.

A fluência com que as palavras vinham só precisava ser moldada pela criatividade, cuidadosamente cultivada, e pela elaboração trazida pela experiência de vida, única, insubstituível. Assim se fez.  [ continua ]

Brilhar

Brilhe. Eu te apoio.

Não tente me afastar.

Eu simplesmente vou ficar.

Pode brilhar.

[ continua ]

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Intervalo

Caro leitor, este blog ficará alguns dias – talvez algumas semanas – de férias. Convido-o a, enquanto isso, ler os posts do acervo. São mais de 400. Volto assim que puder. Grato pela compreensão.

O que todos querem

Sim, mas o que é o resultado?

É a grana na conta, sem nenhuma realização durante o processo?

É o gol marcado, sem nenhuma beleza nem graça no jogo? [ continua ]

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Esqueça a baboseira da independência total e do não precisar de ninguém. É tolice desumanizante. E esqueça a suposta relação entre individualização (individuação?) e frieza, distância, invulnerabilidade afetiva – a negação do outro. [ continua ]

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Ingrid Guimarães, a faminta, reduz a riqueza, a espetacularidade e até a saudável superficialidade do cinema com sua frivolidade de engraçadinha-por-obrigação. [ continua ]

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Entre a separação de seu primeiro marido e seu amor seguinte, Daniela Mercury parecia muito mais sexy que o usual em um videoclipe, nos anos 90. Sempre pensei que era alta disponibilidade afetiva. Senti encanto. [ continua ]

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